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Teoria Pixar:

Trata-se de algo que ficou conhecido como "Teoria Pixar" e está rondando a internet ultimamente. É uma teoria do jornalista Jon Negroni que, após assistir exaustivamente todos os filmes da Pixar e achar os easter eggs, formulou a hipótese de que todos eles se passam no mesmo universo e contam uma só história: o apocalipse da Terra e um futuro bem estranho. Para entender esta história, primeiro é preciso colocar os filmes na ordem cronológica correta, coisa que o jornalista fez observando as inúmeras "pistas" deixadas pela empresa de animação. Como já tem muita história, vamos contar a síntese e deixar os easter eggs e pormenores (até física quântica entra na história) para sermos (acreditem) mais enxutos possível. É importante avisar que o texto abaixo contém vários spoilers.


Tudo começa (cronologicamente falando) pelo filme medieval Brave. Nele, uma bruxa (que tem o péssimo hábito de desaparecer por trás de portas) desenvolve uma poção que humaniza animais e objetos. É o único filme da Pixar que se presta a explicar a humanização deles. Seria aqui o começo de uma geração de animais e objetos racionais.

P&B


A imagem é granulada, em pê e bê, e mostra um piano.
Alguém sentado à sua frente, tocando notas calmas. Mas a música que toca não condiz: É um filme mudo, então.
O vídeo treme duas vezes, e parece se arrumar quando pode ser vista a janela na parede aos fundos. Uma grande janela aberta, de cortinas barrocas amarradas à direita, à esquerda. À frente, o céu limpo que parece nublado por causa da (falta de) cor. O homem (de cabelos compridos, mas de casaca, então é homem) continua tocando sua música inaudível enquanto uma peça aos moldes de uma canção de saloon — bem Looney Tunes, mesmo — toma forma por cima do que quer que o homem esteja tocando.
É um ambiente soturno, esse onde o piano está. À direita da janela se estende uma estante de livros de todos os tipos, tamanhos e, supõe-se, cores. Uma fileira na última prateleira visível está recheada de uma coleção uniforme, deve ser a Brittanica. Mais para baixo, em um pedestal só dela, a Bíblia está aberta. Guardando seus lados, estatuetas de querubins que por pouco não parecem só um borrão no vídeo. Um castiçal, então, continuando a travessia dos olhos pela parede dos fundos, apagado mas carregado de pontinhos brancos que só podem ser velas. Qualquer outro detalhe é sumariamente esquecido pela má definição da película.
TOPO